domingo, 30 de outubro de 2011

Memória

Olá,

Caros participantes, vocês podem pôr o comentário anônimo abaixo, postando suas memórias sobre a trajetória de vida de cada um após o projeto: foi formativo ou não, fez rever a prática pedagógica, ajudou nas disciplinas acadêmicas? Contem em primeira pessoa (a voz do eu) como foi participar do projeto até o fim e se ele tem agora alguma repercussão para a vida de vocês. Fico grato pela colaboração.

Att

Giovani



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Plano de aula inclusão

Plano de aula

Ano: 3º ano do Ensino Fundamental Aula: 5 aulas
Conteúdo: Inclusão, Diversidade e Identidade na Sala de aula
Objetivos
· levar as crianças a compreender que seus colegas de classe, com ou sem deficiência, tem habilidades e dificuldades;
· desfazer preconceitos em relação às crianças com Síndrome de Down, mostrando que elas fazem atividades semelhantes às outras crianças no seu dia-a-dia e vivenciam as mesmas situações cotidianas que as demais;
· conhecer mais os colegas de classe para aprender a ser e a conviver de forma inclusiva, reconhecendo que cada pessoa tem sua própria identidade, o que não significa ser “nem pior, nem melhor”.

Materiais: livro “Meu amigo Down na escola”, sulfite, lápis colorido, giz de cera, canetinha, fotos dos alunos, computador com scanner e impressora, cartolinas ou papel pardo, nome completo e data de nascimento dos alunos, cola, tesoura sem ponta, lápis etc.

Metodologia

Esta aula deve ser realizada no começo do ano letivo, quando a turma está ansiosa para se conhecer e torna-se necessário levar os alunos a refletir sobre a temática da inclusão e diversidade na escola ou na própria sala de aula. O primeiro passo é apresentar o livro “Meu amigo Down na escola”, de Claudia Werneck e lê-lo para as crianças numa roda de conversa. Com certeza, surgirão muitas perguntas sobre o que é Síndrome de Down, cabendo ao professor mediar as discussões e mostrar que, como na história, crianças com essa síndrome tem um modo de vida semelhante às demais, muitas vezes tendo os mesmos gostos, interesses e dificuldades que seus colegas. No decorrer da história, as crianças vão percebendo que cada pessoa também apresenta uma singularidade que a torna um ser diferente dos demais, com uma identidade própria e vão desfazendo preconceitos, ao aprender a interagir e a valorizar as diferenças, sem estereótipos.
Em seguida, o professor pode sortear duplas e pedir que as crianças sorteadas entrevistem uma a outra para se conhecerem melhor. Com isso, o professor já trabalha o gênero entrevista e faz uma sondagem sobre a escrita dos alunos. As crianças podem ser orientadas a escrever um roteiro, perguntando para seu par o nome completo, a idade, o que o colega mais gosta de fazer, o que detesta, se tem irmãos, como é sua vida, qual sua maior habilidade, dificuldade, atividades favoritas etc. Crianças com deficiência intelectual ou Síndrome de Down poderão contar com a ajuda do colega na hora do registro escrito das respostas, já que estarão em duplas. Feita a entrevista, todas devem elaborar uma ilustração sobre as habilidades do colega entrevistado ou sobre o que este mais gosta de fazer, de acordo com as respostas obtidas. Concluída essa etapa, cada aluno deve apresentar o que “descobriu” do colega para a classe e mostrar o desenho que o representa. Isso promove o desenvolvimento da oralidade.
Posteriormente, o professor solicita aos alunos que tragam uma foto sua para a sala, a fim de montar o painel da turma, com o nome completo de cada um, sua foto, data de nascimento e o desenho feito pelo colega, que revela personalidade das crianças e a diversidade existente entre elas. Esse painel deve ser confeccionado com a ajuda de todos e torna-se um meio para que alunos com deficiência intelectual se apropriem da escrita de seu nome e associem mais rapidamente, no caso dos colegas de classe, o nome à pessoa, além de se propiciar que a turma comece a se conhecer melhor, percebendo que as crianças, com ou sem deficiência, tem gostos, interesses e modos de vida parecidos.
Para tornar a atividade ainda mais interessante, o professor pode elaborar um jogo da memória, que ajuda no desenvolvimento cognitivo de crianças com ou sem deficiência intelectual, em que os pares serão formados pela foto da criança e o desenho feito pelo amigo, após escaneado no computador e impresso. Por isso, todos precisam prestar atenção no momento da exposição dos trabalhos, para saber qual desenho identifica quem. Assim, logos todos poderão se tornar amigos, vivenciando uma educação inclusiva, que reconhece as habilidades de cada um e cria vínculos afetivos. Se o jogo da memória for feito, o painel poderá ser confeccionado depois, pois senão o jogo ficará muito fácil, haja vista que, desse modo, os alunos não terão que se engajar numa atividade de lembrança voluntária. O painel deverá ser permanente na sala para recados, trabalhos dos alunos, aniversário etc.

Avaliação

Esta se dará ao longo das atividades, assumindo um caráter contínuo, diagnóstico e formativo nos momentos da elaboração e registro da entrevista, da apresentação oral das crianças, dos desenhos e mesmo do jogo da memória. Com essas aulas, o professor começa a conhecer sua turma e delinear suas intervenções futuras, fomentando atitudes inclusivas na sala.

Referência

WERNECK, Claudia. Meu amigo Down na escola. 6.ed. Rio de Janeiro, WVA, 2004. (Meu amigo Down, 3).

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fotos do Último Encontro!!!!


Discussão teórica: até no último dia, ufa!!!!


Discussão teórica...


Parcipantes do projeto




Cartões de Natal feitos pelos próprios participantes do projeto: diversas habilidades em foco!

Lindos!!!!Parabéns pela dedicação de todas!!!




As participantes do projeto e o coordenador em pose para foto "oficial". Estamos podendo....




Discussão animada...


Olhem só como elas estão poderosas, fazendo pose....

Vão deixar saudades...







"Quem vem ao mundo, constrói uma casa nova, se vai e a deixa a outro, este a
arrumará a sua maneira
E ninguém acaba nunca de construí-la
(Goethe)".

Inclusão é isso: um fazer coletivo que nunca se acaba...Agora, cada participante será um continuador das ideias de Vigotski, à sua maneira, sempre ampliando com novas e surpreendentes possibilidades de se construir uma escola inclusiva, processo sem fim, processo que cria o próprio homem e o humaniza a cada dia. Feliz 2011!!!































































































terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fotos do 14° (Penúltimo) encontro...

























Os participantes discutiram reportagens que comentavam sobre a prática pedagógica de professores de alunos com deficiência intelectual e apontavam diversas sugestões metodológicas para se promover a inclusão e o desenvolvimento congnitivo desses alunos. Ao final do encontro, socializaram rapidamente seus planos de aula. Valeu pela contribuição de todas!!!!







































































segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Plano de aula na proposta Histórico-Crítica

PLANO DE AULA 05 Professora: LENI APARECIDA SOUTO MIZIARA

Disciplinas: Língua Portuguesa/Matemática/Geografia/História/Ciências/Artes

TEMPO DE DURAÇÃO: 20 aulas

TURMA: 2º Ano
1 – PRÁTICA SOCIAL INICIAL DO CONTEÚDO
1.1 – Título da unidade de conteúdo: MEIO AMBIENTE

2.0 - CONTEÚDOS:

2.1 - LÍNGUA PORTUGUESA
· Texto narrativo MEIA PALAVRA NÃO BASTA
· Linguagem oral e escrita da história;
· Análise do texto;
· Escrita espontânea;
· Sequencia do texto – Ilustração (início, meio e fim);
· Reescrita coletiva do texto / Revisão do texto;
· Letras maiúsculas e minúsculas;
· Nomes comuns e próprios;
· Ortografia;
· Pontuação;

2.2 – MATEMÁTICA
· Leitura escrita, comparação, ordenação, seriação, sequencia numérica das unidades, agrupamento, calculo mental;

2.3- GEOGRAFIA
· A criança e o meio transporte
· A criança e as noções de tempo, lateralidade.

2.4 HISTÓRIA
· A criança e suas relações com o meio ambiente (meio ambiente e animais ontem e hoje)

2.5 CIENCIAS
· Conhecimento dos componentes do ambiente (água, ar, solo e seres vivos)
· Importância da preservação do ambiente
· Utilização racional da água

2.6 ARTES
· Formas de expressão (desenho, pintura, colagem, modelagem, canções, dramatizações)

2.7 EDUCAÇAO FÍSICA
· Dança e jogos

3 - COMPETÊNCIAS/HABILIDADES
· Conhecer as diversas espécies de animais que vivem na natureza;
· Identificar os animais mamíferos dentre as diversas espécies;
· Identificar as características desta espécie
· Demonstrar atitudes de conservação e preservação em relação ao meio ambiente
· Reconhecer a importância do uso racional da água;
· Identificar o espaço dos animais silvestres e domésticos;
· Identificar os animais que são uteis como meio de transporte
· Realizar diferentes tipos de contagem a partir do painel
· Representar quantidade numericamente
· Relacionar quantidade ao numeral
· Resolver situações problemas por meio de estratégias não – convencionais e convencionais
· Correspondência entre a oralidade e a escrita.
· Participar efetivamente de situações de comunicação oral expressando-se a partir do reconto de uma história seguindo uma sequencia lógica de narração.
· Desenvolver a linguagem escrita;
· Refletir sobre as características do sistema alfabético;
· Expressar nas linguagens artísticas, mantendo uma atitude de busca pessoal e ou coletiva articulando a percepção, a emoção, imaginação, a sensibilidade, a criatividade e a reflexão ao realizar, apreciar e fruir produções em artes.
· Expressar ideias e opiniões frente a atividades desenvolvidas
· Desenvolver diferentes formas de movimentos corporais.

4 – VIVÊNCIA COTIDIANA DO CONTEÚDO ( o que os alunos já sabem a ser ministrado)
O que é meio ambiente? Ultimamente o que vocês têm ouvido sobre meio ambiente?

4.1 – O que os alunos gostariam de saber a mais sobre o conteúdo?

4.2 – PROBLEMATIZAÇÃO (discussão sobre o conteúdo)
· Por que é importante estudar sobre meio ambiente?
· No Brasil quais são as principais políticas de preservação ao meio ambiente?
· O que o governo está fazendo para protegê-lo?
· Na sua casa, o que tem conversado com os seus pais sobre meio ambiente?
· Que medidas têm tomado para preservar a água?
· Você tem animal de estimação? O que faz para preservar a saúde dele?

4.3 – Dimensões do conteúdo a serem trabalhadas na instrumentalização

Conceitual- O que é meio ambiente?

Histórica: Como era o meio ambiente na época dos nossos avós, pais? Como eram os animais? Antes tinha mais animais que hoje, por quê?

Geográfica: Em quais regiões do Brasil, do estado e do nosso município tem mais animais silvestres? E animais domésticos?

Econômica: O Ministério da saúde tem gasto muito por causa do meio ambiente? Quanto custa ficar um dia todo com a torneira ligada? Fica caro manter um zoológico? Há aumento de despesas para as escolas/pais/país por conta da falta de consciência dos alunos se não preservar as carteiras, cadernos, não desligar as luzes?

Social: A falta de conscientização sobre a preservação do meio ambiente afeta mais que classe social? Qual a classe social está mais/menos preocupada com o meio ambiente?

Legal: Há leis de preservação do meio ambiente?Os animais tem direito assegurado na legislação?
Política: Como o governo federal, estadual e municipal está atuando nesta causa?

5 – INSTRUMENTALIZAÇÃO.
5.1 – AÇÕES DOCENTES. (atividades a serem desenvolvida em cada disciplina)

Língua Portuguesa
1ª ATIVIDADE
Criar expectativas nos alunos com relação ao livro: Meia palavra não basta, de Maurício Veneza, São Paulo, Atual. 1998. (aqui apenas digitei o texto)


O guaxinim passou correndo pelo tamanduá. Curioso, o tamanduá perguntou ao guaxinim aonde ele ia com tanta pressa. O guaxinim respondeu, mas o tamanduá não ouviu direito. Só deu para entender que a palavra terminava em “eiro”. — Dinheiro? Deve ter alguém dando dinheiro! Vou lá também!E desandou a correr atrás do guaxinim.Os dois passaram correndo perto do cachorro-do-mato.— Aonde vocês vão correndo desse jeito? — perguntou ele.— Dinheiro! — respondeu o tamanduá, sem diminuir a carreira.— Bombeiro!? — exclamou o cachorro-do-mato.— Será que a mata está pegando fogo?Saiu então correndo atrás do tamanduá, que corria atrás do guaxinim,O sapo viu os três correndo e perguntou:— O que está havendo? Que pressa é essa?— Fogo!— gritou o cachorro-do-mato.— Jogo!?— Ih, é mesmo! Acho que a decisão do campeonato já começou!E foi pulando atrás do cachorro-do-mato, que corria atrás do tamanduá, que corria atrás do guaxinim.Vendo aquela correria, a ema perguntou o que estava acontecendo.— Começou! — gritou o sapo.— Tropeçou? Quem tropeçou?Ih, caiu, está machucado? — assustou-se a ema.E lá foi ela correndo atrás do sapo, que pulava atrás do cachorro-do-mato, que corria atrás do tamanduá, que corria atrás do guaxinim.Logo o grupo chegou à casa do guaxinim, que entrou esbaforido, deixando os outros do lado de fora. Depois de um tempo, voltou sorrindo aliviado. Só então percebeu a presença dos outros bichos em frente à sua casa.— Ué, o que vocês estão fazendo aí?— Ué digo eu, guaxinim— disse o tamanduá. — Cadê o dinheiro?—E o incêndio? A mata não está pegando fogo?— perguntou o cachorro-do-mato.— E o jogo? Não é hoje a partida decisiva?— indagou o sapo.—E quem tropeçou? — perguntou a ema.— Ficou muito machucado?— Não tem nada disso não, pessoal! Respondeu o guaxinim.— Então por que você estava correndo daquele jeito?— Eu vim correndo porque estava morrendo de vontade de ir ao banheiro.

2ª Atividade: Interpretação oral e escrita do texto:
a) Por que o guaxinim estava correndo tanto?
b) Qual foi o último bicho a seguir guaxinim? Por que ele fez isso?
c) Que bicho da história você acha que gosta de música? Por quê? (explorar bem capa do livro antes)
d) Você gostou do final da história? Se fosse o guaxinim o que ofereceria para os amigos?

3ª Atividade
Agora complete na folha o parágrafo com os respectivos nomes dos animais.
O ------------------PASSOU CORRENDO PERTO DO--------------
CURIOSO O -------------------------PERGUNTOU AO--------------
AONDE ELE IA COM TANTO PRESSA. O ---------------------- RESPONDEU, MAS -----------------------------------NÃO OUVIU DIREITO.

4ª Atividade.
O guaxinim, o tamanduá, o cachorro-do-mato, o sapo e a ema são bichos das florestas brasileiras. Não podemos cuidar deles em casa, como fazemos com o gato, o cachorro e o passarinho.
Vamos fazer uma pesquisa dos nomes de outros bichos que vivem na floresta brasileira? (sala de tecnologia).

CIÊNCIAS

5ª Atividade. Cartaz ilustrado dos personagens. Pesquisar figuras dos animais apresentados na história. (sala de tecnologia)

5ª.1 – Pesquisar sobre o mamífero guaxinim (sala de tecnologia)

6ª. Atividade Complete o quadro a partir dos nomes dos personagens da história Meia palavra não basta e do painel do cantinho de ciências.

Nome dos personagens (Organize uma tabela com essas informações, sendo os atributos postos na primeira linha da tabela e o nome dos animais na primeira coluna à esquerda )
Letra Inicial
Letra Final
Separe as sílabas
Quantidade de letras
Quantidade de Sílabas

Guaxinim

Tamanduá

Cachorro do mato

Ema


Sapo

Onça


Macaco


7ªAtividade – Ligue o desenho do animal ao nome correspondente e separe as sílabas.
CACHORRO ______ ______ _______

colocar fotos dos animais GUAXINIM _______ _______ _______
TAMANDUÁ ____ ______ _____ ____
SAPO _____ _____

8ª Atividade. Dos animais relacionados abaixo, escolha oito nome e monte sua cartela de bingo:
Cachorro – gato – galinha – galo – pato – pintinho – porco – guaxinim – tamanduá – ema – sapo – onça- cavalo – bezerro – burro – borboleta- arara – coruja.


Fazer tabela com 3 colunas e 4 linhas


9ª Atividade - Faça um x na frase que aparece o ponto de interrogação.

Onde vocês vão correndo deste jeito?
E começou a correr atrás do guaxinim.

O sapo viu os três correndo e perguntou:

EDUCAÇAO FÍSICA
Coreografia da música: Paraíso Colorido ou o sono dos bichos

10ª - Atividade – Passar a letra da música no papel pardo e ler coletivamente passando o dedo sobre as linhas.

11ª - Atividade - Distribuir a cópia da letra da música e ajudar as crianças localizarem o seu título, o intérprete e o compositor. Informar que a música está organizada em estrofes e ajudar as crianças a localizarem e contar cada estrofe.

12ª - Atividade - Com o auxílio de um aparelho de cd, propor aos alunos cantar a música e ir acompanhando a letra com o dedo, tendo cuidado para que o dedo acompanhe o que o olho vê e o que a boca fala.

13ª Atividade - Em seguida desligar o aparelho de CD e propor a turma uma leitura coletiva da letra da música. Orientar as crianças a utilizarem o dedo para acompanhar o que está escrito.

14ª Atividade - Orientar as crianças a procurarem e circularem na música somente o nome do bicho ditado. Nesse momento dosar os desafios de forma a possibilitar que todos consigam encontrar a palavra indicada:
- Quero que vocês procurem o nome elefante.
[...]
- Quem já circulou pode mostrar para o colega do lado. Quem já achou responda em qual estrofe ele está.
- Tem alguém que ainda não achou? - Com que letra começa o nome elefante? -
[...]
- Vamos ajudar o colega? Em que linha da penúltima estrofe está escrito vaquinha?
[...]
- Então prestem atenção! Eu quero que agora vocês me ajudem a escrever aqui no quadro a palavra vaca. - Prosseguir dessa forma com todos os nomes de animais selecionados para as crianças procurarem na música. Ao concluir o momento de identificação das palavras, solicite às crianças que ilustrem a música.

MATEMÁTICA
Elaborar situações problemas, interpretação de tabelas, gráficos contendo informações sobre animais:
15ª- Observe os desenhos e responda: (organizar dois conjuntos de desenhos, com dois tamanduás e 4 sapos, por exemplo)
a)Quantos tamanduás?
b)Quantos sapos
c) Quantos animais ao todo?
d)Quantos sapos a mais?
e) Quantos tamanduás a menos que sapos?

16ª Atividade– Escreva os numerais de 0 a 5.

17ª Atividade– Há 5 personagens na história Meia palavra não basta. Queremos acrescentar mais 3 na nossa história com os animais do painel do cantinho ciências . Com Quantas personagens ficaremos?

GEOGRAFIA:
Pintar de amarelo no mapa mundi onde tem mais animais silvestres. Destacar no Brasil de cor verde a região amazonas e rosa o pantanal;
Pesquisar animais sendo uteis para meios de transportes.

ARTES:
Dramatizar a história meia palavra não basta.
5.2 – AÇÕES DISCENTES:
Desenvolver as atividades propostas com auxilio dos professores e colegas.

6.0 – RECURSOS
Livro, lousa, papel sulfite, informática, canetão, tesoura, cola, revistas...
7 – CATARSE.

18ª Atividade Elaborar um texto sobre o meio ambiente

8. - PRÁTICA SOCIAL FINAL DO CONTEÚDO

8.1 – INTENÇÕES DO ALUNO
8.2 – AÇÕES DO ALUNO
- Desenvolveram a linguagem escrita

-Descobriram o que está escrito e onde

-Refletiram sobre as características do sistema alfabético

- Valorizaram o trabalho em parceria


ANÁLISE DO PLANEJAMENTO

Ao elaborar este plano docente tive o máximo cuidado para que ao desenvolvê-lo possa ter a existência de vinculações entre os principais atores envolvidos no processo ensino aprendizagem, ou seja, para que haja “estreita relação entre professor, aluno e conhecimento organizado no currículo” (SACRISTAN, 2000. P. 220).
As atividades elaboradas desta maneira, com certeza, favorecerão a uma aprendizagem mais significativa e, sobretudo voltada para a transformação social. Nesse caso, sublinho a necessidade dos professores e coordenadores pedagógicos investirem em planejamentos com atividades criativas, desafiadoras. Pois as tarefas segundo Sacristan (2000, p. 232-233) transformam-se em

[...] em elementos nucleares estruturadores do comportamento profissional dos docentes dentro dos âmbitos escolares porque facilitam que estes desenvolvam com certa desenvoltura no ambiente de classe e realizem as funções básicas que a instituição escolar tem atribuída pela sociedade [...].

Outrossim, este plano foi elaborado consoante a pauta de observações das dimensões das tarefas sugeridas por Sacristan ( 2000, p. 277 -278- 279) no que concerne ao:
· conteúdo
· substantividade epistemológica
· valor cultural
· relevância das aprendizagens inferidas para a vida
· atualidade e vigência científica
· ordenação dos conteúdos
· inter-relacionar conteúdos
· papel do aluno
· processos de aprendizagem
· conexão da experiência acadêmica com a experiência prévia
· compreensão dos tipos de aprendizagem
· análise de objetivos, motivação
· adequação à maturidade dos alunos
· adequação do tempo
· funções do professor
· Materiais
· adequação do tempo
· avaliação

Portanto, para se sonhar com uma educação inclusiva, mediadora da formação crítica dos educandos, é necessário repensar o currículo. Ele deve ser “entendido como a cultura real, que surge de uma série de processos, decisões prévias acerca do que se vai fazer no ensino e as tarefas acadêmicas reais que são desenvolvidas” (SACRISTAN, 2000, p. 86 – 87).

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SACRISTAN, J. Gimeno. O CURRÍCULO: uma reflexão sobre a prática. 3.ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Borboletas de Zagorsk [BBC, 1992]: Parte VI - Final

Borboletas de Zagorsk [BBC, 1992]: Parte V

Borboletas de Zagorsk [BBC, 1992]: Parte IV

Borboletas de Zagorsk [BBC, 1992]: Parte III

Borboletas de Zagorsk [BBC, 1992]: Parte II

Borboletas de Zagorsk [BBC, 1992]: Parte I

PLano de aula

PLANO DE AULA - Participantes: Camila Garcia Silva e Lara Monieli Rodrigues dos Santos
Objetivos
- Identificar o personagem principal dos quadrinhos.
- Planejar, produzir e revisar os desenhos e o texto dos quadrinhos
- Verificar o domínio de cada aluno em relação à modalidade da linguagem escrita.
Conteúdo: Produção de texto e história em quadrinhos
Ano: 5º Ano
Tempo Estimado: 2 meses
Material Necessário: Lápis de cor, folhas sulfite, lápis, borracha, gibi.
Desenvolvimento (metodologia e flexibilizações necessárias)
Pedir para que os alunos construam uma história em quadrinhos e identifiquem os personagens da história. No final, expor para a sala sua história.
Formar grupos de 3 para que, assim, os alunos auxiliem e ajudem a criança com deficiência.
Apresentar uma história em quadrinhos para que sirva de modelo para que elas construam a sua própria historia.
A criança com deficiência intelectual pode começar antes que as outras, pois ela necessita de uma atenção mais dedicada a seu trabalho. Além disso, podemos começar antes a produção dela para que consiga apresentar a sua produção no final, junto com os outros alunos, sempre respeitando e valorizando as habilidades e o tempo deste aluno. A criança pode contar com a ajuda dos pais e de monitores ou mesmo do professor especializado da sala de recursos multifuncionais.
Avaliação
Analisar os textos de acordo com os padrões formais de escrita, ou seja, troca de letras, concordância verbal e nominal, pontuação. Também verificar se o aluno construiu um clímax para a história, com coerência no conteúdo e desfecho. Verificar, pelos desenhos, a coordenação motora das criança.Por fim, realizar com a turma a apresentação final dos quadrinhos

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PLANO DE AULA CURSO DE EXTENSÃO – UEMS DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
CURSISTAS: Ellen Cristina da Silva Souza
Maria Jose Ferreira Borges
Selma Rosa Lucas da Silva
MODALIDADE : ENSINO FUNDAMENTAL SÉRIE :6º ANO
CONTEÚDO: A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA PARA A VIDA.
OBJETIVOS:
1 – Compreender a importância da água para a vida no planeta;
2 - Conhecer os estados em que se encontra a água;
3 – Desenvolver atitudes de conservação e preservação da água;
4 - Valorizar o meio ambiente.
TEMPO ESTIMADO: 06 aulas
MATERIAL USADO:
- lápis de cor, canetinha, giz de cera ou tinta de várias cores , cartolina, esponja, revistas, tesoura, cordão, palito de picolé ou grãos, aparelho de som, espelho, recipientes transparentes, gelo, máquina fotográfica, filmadora, globo terrestre, mapa hidrográfico.
CONHECIMENTOS PRÉVIOS TRABALHADOS PELO PROFESSOR COM O ALUNO:
1- Importância da água para a vida;
2- Os estados físicos da água;
3- Atitudes de conservação e preservação da água.
4- Valorização do meio ambiente e da natureza para a vida no planeta.
ESTRATÉGIAS E RECURSOS DA AULA
1º MOMENTO
O CONTEXTO DO TEMA
O professor deve observar como as crianças usam a água na escola para iniciar o estudo de forma significativa. (este momento poderá ser feito com uma filmadora na hora do lanche ou recreio dias antes).
Na roda de conversa, comentar que tem observado que algumas crianças enchem o copo e não bebem toda a água, que deixam a torneira aberta enquanto lavam as mãos. Em seguida apresentar a filmagem, para que eles mesmos se observem. A partir daí, problematizar:
1- De onde vem a água?
2- Será que existe muita água no planeta para beber?
3- Como utilizamos a água no dia-a-dia?
4- Como encontramos a água? Ela é sempre líquida?
5- Como devemos fazer para cuidar da água?

PORTADORES DO TEXTO
Registre a fala das crianças nesse momento para depois confrontar com as informações e conhecimentos construídos durante o estudo. Essas questões vão guiar o estudo do tema.
Proponha, após a conversa, escrever coletivamente uma lista de situações em que se usa a água. Registre a fala das crianças no quadro ou numa cartolina.
Durante o estudo, podemos propor a produção de uma cartilha contendo dicas de como preservar a água ou mesmo uma campanha dentro da escola com panfletos organizados pelas próprias crianças sobre 10 boas maneiras de preservar e conservar a água no planeta
FLEXIBILIZAÇÃO DE RECURSOS
Sempre que possível fotografar todos os momentos de produção dos alunos , para fazer um mural na finalização das atividades.
2º MOMENTO
LEIA O TEXTO:
A água é um recurso natural único, escasso e essencial à vida, distribuído de forma desigual no planeta. De toda água existente no planeta, 97,5% é salgada e apenas 2,5% é doce. Grande parte da água doce encontra-se em geleiras ou em regiões subterrâneas (aquíferos). Somente 0,4% de água doce é encontrada em rios, lagos e na atmosfera; portanto, de fácil acesso ao consumo humano. Para você entender melhor, imagine uma piscina com capacidade de 1.000 litros: são 975 litros de água salgada e somente 25 litros de água doce. Destes, apenas 100 ml (quantidade igual a um copo americano) estariam disponíveis para o consumo. Com o desenvolvimento das indústrias e o crescimento das cidades, aumentou o consumo de água. A poluição também aumentou, atingindo principalmente os reservatórios de água da superfície, matando rios e lagos. Não podemos nos esquecer de que 70% do oxigênio do planeta é produzidos por algas que habitam rios, lagos e oceanos. O Brasil possui a maior disponibilidades hídrica do planeta, com cerca de 13,8%, sendo que: 68,5% dos recursos hídricos estão localizados na região Norte que possui 7% da população brasileira: 6% estão na região Sudeste, com quase 43% da população; 3% estão na região Nordeste onde habitam 29% da população.
*****************
Suscite após a leitura uma conversa sobre o assunto tratado. Apresente um globo para as crianças visualizarem a distribuição e quantidade de água existente no planeta. Solicite que representem através do desenho de um gráfico de setor a distribuição da água na Terra, usando cores diferentes para diferenciar a água doce e salgada, assim: oceanos e mares - 97% ; geleiras inacessíveis – 2%; rios, lagos e fontes subterrâneas -1%.
(fonte: livro de ciências 6º ano - Carlos Barros)
FLEXIBILIZAÇÃO DE RECURSOS E TEMPO
Na hora da construção dos desenhos, retome o que é gráfico de setor.
Use um mapa hidrográfico para que o aluno visualize melhor as informações do texto. Poderá construir um gráfico de setor usando cordão, palito de picolé ou grãos em uma cartolina para fixar na sala.
3º MOMENTO
LEITURA DE POEMA
POEMA DA ÁGUA
A água também nasce pequenina
- Nasce gota de orvalho ou de neblina...
A água também tem sua infância
- Quando apenas riacho cantarola
Brinca de roda nos redemoinhos...
E arranca as flores que a marginam
Para engrinaldar a cabeleira solta
Sobre o leito revolto das areias...
A água também tem a adolescência
- Sonha lagos românticos à lua...
A água também tem maturidade
- Fica serena e grave em rios fundos...
A água também tem sua velhice
- E de ver-lhe os canelos muitos brancos
Onda lenta de espuma destrinçada em neve, nos ares flutuando...
A água também sofre... E quando sofre
Se faz divina e vem brilhar em lágrimas
Ou se reflete a dor da natureza
Geme no vento transformada em chuva.
A água também morre... E quando seca
- E a sua morte entristece tudo:
Choram-lhe, enfim na desolação,
Todos os seres vivos que a rodeiam...
Bendita seja, pois, água divina
Que fecunda, consola, dessedenta,
Purifica...

( www.revista.agulha.nom.br )
Após a leitura, conversar sobre o poema. Perguntar sobre o que eles entenderam quando o autor fala: “A água também nasce pequena como gota de orvalho ou de neblina e morre quando seca, entristecendo todo mundo”.
Neste momento, o professor poderá fazer uso de algumas experiências como:
- colocar uma plantinha em água limpa e outra em água suja (observar a duração de vida da mesma).
- Deixar uma plantinha ficar totalmente sem água em seu solo: ficará murcha, depois acrescentará a água e ela irá reviver (mostrará a importância da água aos seres vivos).
- Com uso do espelho, ele poderá demonstrar a água em forma de vapor, assim entenderá melhor a neblina, orvalho, como nasce a água etc...
- Proporcionar aos alunos um momento de leitura com os seguintes livros:
- A água e a vida – Patrícia Secco
- As aventuras de uma gota - Samuel Murgel Branco.
A partir das leituras fazer pequenas dramatizações (filmar para que eles assistam depois).
4º MOMENTO
Leitura da História: “Seis razões para cuidar bem da água (Nilson Machado)”.
Depois da leitura, listar oralmente com as crianças as razões por que devemos cuidar bem da água. Após essa conversa, solicitar que registrem por meio do desenho e da escrita as razões para cuidar bem da água. (registrar na cartilha sugerida anteriormente).
5º MOMENTO
MÚSICA E DANÇA

Conversar na roda sobre os estados físicos da água, despertando a curiosidade das crianças, com a descoberta do movimento da água. Pergunte:
- A água apresenta-se na natureza sempre do mesmo jeito?
Para responder essa pergunta, proponha a escuta da música: Planeta Água – de Guilherme Arantes.
Escute pelo menos duas vezes. Inicie a conversa após a música, indagando: Como a água se apresenta na Natureza?
FLEXIBILIZAÇÃO DO TEMPO
O Professor poderá apresentar um cartaz que represente o ciclo da água, para que os alunos relembrem os movimentos da água (precipitação, infiltração, combustão, transpiração, evaporação e respiração) ou na sala de tecnologia no site you tube: as etapas do ciclo da água.
PLANETA ÁGUA (Guilherme Arantes)
Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão.
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão.
Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão.
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população.
Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem
Tranquilas
No leito dos lagos.
Água dos igarapés
Onde iara, a mãe d’água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão.
Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação.
Gotas de água da chuva
Tão triste. São lágrimas
Terra! Planeta água.
Organize uma releitura da música através da técnica de pintura mista para demonstrar o movimento das águas.
Procedimentos para a pintura:
1º - Cole duas folhas de cartolina branca demarcando o espaço de cima para pintar o céu e as nuvens. A parte de baixo para a água dos rios, lagos e mares.
2º - Coloque a cartolina no chão e divida em grupos para pintar o céu. Depois de seca, o outro grupo, com esponjas e tinta branca pinta as nuvens.
3º - Enquanto isso, os outros grupos estão desenhando com hidrocor e lápis colorido os mares, os rios, os lagos para recortar e colar na cartolina. Podem ser introduzidos outros elementos nos desenhos, tais como: recorte de casas, pessoas, plantas, animais, aves, peixes para compor o cenário.
4º - Após esse momento, o professor organiza as crianças sentadas no chão com os desenhos recortados para serem colados um a um na cartolina já pintada e seca.
Exponha a produção no mural da sala, com a letra da música do lado. (não esqueça de fotografar cada momento).

O professor poderá ainda propor uma coreografia da música (sugestão: meninas de saias de TNT cor azul, tiras de TNT azul nas mãos, fazendo um balanço conforme a música. Pode acreditar, as crianças consegue organizar esta dança. Fica muito bonito.)
AVALIAÇÃO
- Será de forma contínua, observando sempre a cooperação e a colaboração do trabalho desenvolvido com o grupo durante todas as produções.
- Perceber se as crianças demonstraram compreender a importância da água para a vida;
- Observar, através de cada produção e das falas, se houve mudanças de atitudes em relação ao uso da água na escola.

PLano de aula

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL
PLANO DE AULA
SÉRIE: Jadim II
HORAS- AULA: 1 h/a
Participantes: Lucia Regina de Araujo da Silva e Cleuza Eurides


Objetivo: Levar as crianças a aprenderem comparar quantidades, e diferenças resolver problemas e desenvolver a capacidade de argumentar em grupos .
Conteúdo: Raciocínio lógico matemático
.

Material: Blocos Lógicos

Metodologia: O professor dirá as crianças que irão construir um trenzinho, onde para colocar as peças elas deverão contar com duas diferenças da anterior, que poderão ser diferença de (circulo, triangulo, retângulo, quadrado e cor). Cor e tamanho ou tamanho e diferença. Dependendo do envolvimento da criança com a brincadeira poderá ser sugerido novos jogos.

.Avaliação:
- Observar se conseguiram entender a brincadeira e se vai ser útil;
- Analisar o comportamento do aluno;
- E finalmente se houve raciocínio lógico

Plano de aula

Projeto de extensão
Vigotski e a teoria Histórico-Cultural: subsídios teóricos e metod. para compreender a deficiência mental.

Plano de aula

Deuzélia Alves Gomes
Elizangela Ferreira de Andrade
Sidilene Eugênia – UEMS

Especificidade: Deficiência visual e intelectual
Faixa Etária: 3º ano
Tempo estimado: 2 aulas
Disciplina: Matemática
Objetivo: Através do jogo desenvolver o conhecimento da multiplicação, por meios concretos, além de trabalhar a sensibilidade tátil, através da atividade lúdica.
Conteúdo: Multiplicação
Material necessário: Dado, tabela com auto-relevo, números em EVA.
Metodologia: O produto das faces do dado deve ser indicado numa tabela. Ganha quem preencher primeiro, dessa forma o aluno aprende a multiplicar. No começo usar numerais em EVA para efetuar os cálculos com a mediação do professor. Aprender a interpretar o que é 2 x 3 e vice versa.
Flexibilizações necessárias: Se necessário usar tampinhas de garrafas para que eles possam compreender melhor.

Fotos do 13° Encontro


As participantes realizam uma atividade de classificação das peças dos Blocos Lógicos



No 13° encontro, discutimos estratégias metodológicas para promover o desenvolvimento cognitivo de alunos com deficiência intelectual, pensando na emergência de funções psicológicas superiores. Os Blocos Lógicos, os quebra-cabeças e os jogos da memória foram mostrados e os participantes puderam interagir com os materiais, emprestados pela brinquedoteca da UEMS-unidade de Paranaíba.


Na foto, peças do material "Blocos Lógicos" e um quebra-cabeça de madeira montado.






A participante procura uma peça do material "Blocos Lógicos" para resolver uma atividade proposta: o jogo da diferença.



As participantes exploram o quebra-cabeça em madeira.






As paricipantes avaliam as possibilidades de uso de um jogo da memória.





O mediador e a turma discutem o texto de LURIA sobre lo funcionamento da linguagem em crianças com deficiência intelectual.































































































sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Memórias da Extensão


Minhas recordações

Em minhas recordações, lembrei-me de Júlia, uma amiga que tive na infância. Ela era como o “Sol”. Sem dúvida, era muito especial, iluminava a todos com seu jeito meigo de ser. Mas Júlia não era especial só por não saber falar, mas sim porque onde estava, todos a rodeavam querendo um pouco dela para eles, isto é, de seu sorriso, sua espontaneidade e seu carinho. Esse era seu modo de ser!
Eu tinha muita vergonha de conversar com ela, pois não sabia falar com ela, com todos aqueles sinais difíceis de entender, que hoje sei que é LIBRAS, a língua brasileira de sinais; mas um dia sua mãe Rosana nos disse que não precisávamos ter medo ou vergonha de falar com a Júlia, mesmo que fosse oralmente, pois ela sabia ler os lábios da gente e foi a partir disso que comecei a conversar com ela
Ela, de fato, me entendia. Lia meus lábios. Sorria para mim, sempre afirmando ou negando algo. Criamos um vínculo de amizade surpreendente entre nós. Foi assim que eu passei a entendê-la melhor, porque todos a amavam.
Segundo sua mãe, D. Rosana, seu problema foi diagnosticado desde muito cedo. Júlia não ouvia e, com isso, ficou também “muda”. Mesmo sendo tratada, com o uso de aparelho auditivo, ela não conseguiu desenvolver sua fala corretamente. Ela falava “embaralhado” como uma criança que ainda está aprendendo a falar suas primeiras palavrinhas.
Júlia tinha e ainda tem uma vida “normal”. Estudou, namorou, freqüentou festas e rimos muito juntas. Hoje o tempo passou e como Júlia estará? Qualquer um pode me perguntar e minha resposta será: ela está bem, pois pessoas especiais como ela merecem viver tudo de bom que a vida tem a oferecer!!!
Pessoas com deficiência: minhas memórias


Em toda a minha vida, estudei em escolas púbicas, onde era difícil ver uma criança com necessidade especial. Mas um dia, não me recordo em que série estava, uma garoa “diferente” entrou na minha sala. Viramos amigas. Ela tinha uma dificuldade na fala muito grande e seu desenvolvimento não era “igual” ao dos outros. Os professores também não se esforçavam para que fossem superadas suas dificuldades. Lembro que ela ia para o banheiro e ficava chorando por horas, pois os coleguinhas ficavam zombando dela. Era muito difícil e ela acabou saindo da escola. Uma vez, depois disso, eu a encontrei e ela me disse que estava com começo de depressão. Disse-lhe que não ligasse para o que os outros falavam, mas eu sabia que não era fácil para minha amiga simplesmente ignorar o preconceito dos outros.
Outra vivência que também tive com pessoas com deficiência foi com um surdo. Ele entrou em minha classe. Sabe, a gente se esforçava para transmitir a ele a explicação, pois na sala ainda se tinha intérprete. Assim, a gente ia escrevendo a explicação, mas, mesmo dessa forma, ele podia aproveitar muito pouco de tudo o que era visto em aula.
Hoje sei que ele terminou o Ensino Médio, mas, como nos diz, “não foi fácil”. Aprendeu muito pouco, pois os professores o ignoravam, fingiam que ele nem estava na sala, sendo que às vezes, quando queria perguntar algo, o professor simplesmente olhava para o outro lado...
Em toda a minha vida escolar, vi que a realidade para pessoas que têm algum tipo de deficiência não é fácil. Por isso, agora me interesso muito pelo assunto de inclusão, pois serei uma futura educadora e quero estar preparada para ajudar a todos que estiverem ao meu lado!!!!!

Memórias da Extensão

Minhas Memórias

Meu nome é C. N. M. S. Quando iniciei meu primeiro ano escolar eu tinha seis anos completos, e a professora que dava aula perto da minha casa estava precisando de mais uma aluna para completar uma turma de primeiro ano. Esta escola tinha alunos mistos do primeiro ao quarto ano.
Nós morávamos em um sítio no município de Guararapes, próximo de Araçatuba – Estado de São Paulo. Eram vários sítios e muitas fazendas de café. No sítio, meu pai era “retireiro”, isto é, “tirador de leite”. E, neste sítio, tinha uma família que tinha dois filhos, a Alice e o Ademar. A Alice ia para a escola, mas o irmão dela nunca ia e nunca estava com as outras crianças para brincar.
Esta escola tinha uma igrejinha e todos os filhos dos empregados dos sítios vizinhos iam para a escola, faziam catequese e iam à missa que se realizava uma vez por mês. Mas o Ademar não participava de nada, nem com seus pais na missa ou mesmo quando tinha alguma festa.
Perguntava para minha mãe por que ele só ficava em casa. Ela só dizia que ele tinha problemas de saúde, que desmaiava e, por isso, a mãe dele não o deixava ir para a escola, porque a professora não poderia cuidar dele, quando precisasse.
Isso foi no ano de 1960. Muitas vezes nós íamos com nossa mãe à casa da mãe do Ademar, a Dona Maria. Ela dava um jeito de levá-lo para o quarto e não o deixava nem brincar conosco. Ele era um menino de mais de sete anos; parecia não ter nenhum problema, embora não falasse direito. Andava e era um menino muito triste. É só o que lembro. Moramos quatro anos neste lugar. Depois, nunca mais soube do Ademar.
Muitos anos depois, quando eu já estava casada e com três filhas, que estudavam na Escola Adventista de Hortolândia, algo aconteceu que lembrou minha infância. Minha filha Raquel já estava na quinta série e nesta escola ela tinha um amigo, na mesma sala, com deficiência física. Este acompanhava a turma sem nenhum problema. Ele concluiu a oitava série como um dos melhores alunos. Lembro que minha filha e todos os colegas tinham muito carinho, admiração e respeito por ele.
Assim, em 1992, todos os formando da Escola Adventista prestaram uma linda e maravilhosa homenagem o querido amigo de turma, que até hoje, é muito lembrado. Continuou os estudos e ainda mora na região de Campinas, no Estado de São Paulo.